terça-feira, 26 de outubro de 2010

Da nascença.

Nessa tarde de calor fui conversar sobre o it e me livrar mais um pouco do cordão umbilical. Fui pedir pela força para meu nascimento. Fui ser Bárbara para a Bárbara e para mim.
No caminho de volta vim pensando sobre esta 3ª vez que li um trecho do livro "Água Viva" de Clarice Lispector:

"Nascer: já assisti gata parindo. Sai o gato envolto num saco de água e todo encolhido dentro. A mãe lambe tantas vezes o saco de água que este enfim se rompe e eis um gato quase livre, preso apenas pelo cordão umbilical. Então a gata-mãe-criadora rompe com os dentes esse cordão e aparece mais um fato no mundo. Este processo é it. Não estou brincando. Estou grave. Porque estou livre. Sou tão simples.
[...] E quando nasço, fico livre. Esta é a base da minha tragédia.
Não, não é fácil. Mas "é". [...] E ninguém é eu. Ninguém é você. Esta é a solidão.  [...]
Antes do aparecimento do espelho a pessoa não conhecia o próprio rosto senão refletido nas águas de um lago. Depois de certo tempo cada um é responsável pela cara que tem. Vou olhar a minha agora. É um rosto nu. E quando pense que inexiste um igual o meu no mundo, fico de susto alegre. Nem nunca haverá. [...]
Agora as trevas vão se dissipando.
Nasci.
Pausa.
Maravilhoso escândalo: nasço.
[...] já cortaram o cordão umbilical: estou solta no universo. Não penso, mas sinto o it. [...] Um eu que pulsa já se forma. Há girassóis. Há trigo alto. Eu é." [Clarice Lispector]

A fragilidade talvez seja um possível caminho para a força e tudo ocorre igual às outras coisas antagônicas da vida. O ódio agora me abre portas para o amor. E a questão é o se deixar amar. Que coisa it seria.
Meu corpo está coberto não por roupas, mas crateras cheias de palavras e possibilidades e quando for a hora vou fechar para eu finalmente nascer. Sinto que estou nascendo. Como dói. Como é bom.

domingo, 24 de outubro de 2010

Das uvas.


O que a uvinha verde disse para a roxa?


Tchau, tchau gente!

Da rua.



Um dia uma pessoa, não lembro quem e tão pouco importa, disse que quem é fotógrafo de verdade não tira foto de celular. Que mentira. Que erro! Pelo contrário, quem ama o ofício e é bom nisso faz com o instrumento que tiver! Lógico, uma ótima câmera profissional cai bem, mas o amor, a arte, depende totalmente da pessoa que a faz! Bem, em relação a imagem acima pode não ser um Sebastião Salgado, mas me fez pensar bastante sobre duas coisas: um poema que um dia li (Fuvest ou Enem do ano passado) sobre o amor à (da) rua e o prazer de estar por si só algumas vezes. Sim, as calçadas, tijolos quentes num dia te amam! É só reparar, há frases, desenhos, arquiteturas te observando sempre e esperando ansiosamente para serem admiradas também. Por isso é delicioso sair por aí num sol morno e se sentir acolhido por coisas inanimadas (õu não, vai do gosto da imaginação de cada um).
Este amor, por exemplo, é o caminho do Centro Cultural de São Paulo, aonde muitíssimos estudantes dão uma parada para por em dia as matérias importantes (meu caso), se dedicar para o vestibular (meu caso) ou simplismente relaxar naqueles bancos, cadeiras, teatros incríveis (meu caso).
Bom, quem tiver oportunidade faça essas duas coisas: ande na rua sozinho debaixo do solzinho e vá ao CCSP.
Beijos!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Das convulsões.

Estou a meio de uma convulsão. Uma convulsão de palavras ornamentais, doses das bem difíceis que não fazem sentido, mas dão o tom de acordo com Clarice. É como uma droga, sensação de juntar linhas, sentenças numa imagem funcional. "Tronco luxurioso" e questões etéreas, derivado do éter, portanto voláteis. Queria sim, estar no âmago do é, porque não tem perguntas, o que é, é, Clarice.
Não entendi, não sei se me enquadro numa das mentes primitivas, mas seja provável que seja, mas flui, flui nessa convulsão. Porém potencializa minhas confusões, o meu obscuro, surge o escuro. A diferença é que em mim encontra-se praticidade e sempre quero que o efeito da droga passe.
Não entendi e quero entender. Quero achar ordem, razão, causas, consequências, sentidos, tudo o que um ser humano normal procura.
Mas hoje, só hoje, vou dormir com essa nuvem imaginária que enxergo dentro da minha cabeça, oca no momento, delirando com todas palavras ornamentais que eu conseguir pensar. "Tronco Luxurioso".
Amanhã, cortarei o meu cordão.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Agora vai!

Nossa, faz séculos que não posto aqui. Talvez porque eu deletei tudo da minha mente que não seja estudar, sofrer por não estudar ou fingir que estudo.
Como vocês podem ver faltam pouquíssimos dias pro ENEM e a revisão no Etapa (chupa) começou... Acho que consegui pensar num esquema de estudos agora (agora? sim, agora) e alavancar um pouco. O simulado que fiz, provavelmente ficará no C- como todos outros e tive um aproveitamento de 74% da prova, assim como meu concorrente Guilherme Pozzibon.
Essa época tá sendo difícil... Os sentimentos estão a flor da pele e além da pressão do vestibular, uma nova história vindo; junto está várias outras questões da Bárbara Zaghi que no momento estão meio descontroladas, desiquilibradas, loucas ou intensas (o que mudou afinal? Não foi sempre assim?), mas deve ser um momento de amadurecimento (espero eu) e de solidão para poder olhar mais pra dentro e mudar certas atitudes. Não direi que tudo que vem de dentro é ruim, mas parece que meu maior inimigo sou eu mesma e como isso atrapalha tudo!
Apesar dos momentos carentes, desejosos de atenção, alguns marcaram dentre as lágrimas e acho que esses sim merecem um espaço maior aqui, uma foto. É do aniversário da Bela, numa quinta, em que fomos no Banri Hotel, um restaurante maravilhoso na Liberdade, onde enchemos a cara de yakissoba! Após, para dar aquela finalizada fomos no Tchê, aquele bar que muitos de vocês que estudam no Etapa com certeza entraram durante o horário de aula. O impressionante é que fora do horário de aula, aquilo é um breu!!

Da esquerda pra direita: Marcel, Bela, eu, Gustavo (a frente) e Danilo
VIRGENS
Teve muitos outros momentos, com pessoas especiais como o Gui, João Paulo e Camila, mas desses não tirei foto (preciso tirar né amiiiiga? hahahaha)
Enfim, a vida realmente tá só cursinho e sabe disso quem pede as coisas pra mim e eu nunca dou!
Acho que tudo que escrevi ficou meio confuso né? Perdi a linha de pensamento, desculpa pra quem tá lendo e não tá encontrando a coerência e coesão, ok? Ok?
Agora vamos lá. Agora vai. (lema da revisão Etapa São Joaquim 2010)