segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Das diversidades.

Disseram para eu falar sobre sentimentos em vez de vestibular, vestibular. Pois bem, hoje não será um post diferente apesar do que falaram, hahaahah, principalmente porque essa época é repleta de provas, informações estudantis e o primeiro e maior sonho, quase perto!
Como podem ver, faltam menos de dois meses agora para o Enem e minha imaginação voa já no ano de 2011 a cada dia que passa. O desejo só aumenta e parece ser tããão certo!! Estou particularmente viciada em um vídeo... São filmagens que um grupo que faz graduação de Imagem e Som na UFSCar fizeram sobre a vida de universitário. Neste vídeo em específico, do qual não paro de ver, é a última gincana da calourada (2010) que teve lá. Vou deixar o link e quem tiver curiosidade veja, sendo a maior dica esperar para ver a bateria tocar!

http://www.youtube.com/watch?v=ieZcKJs2hbY

Outra coisa que achei simplismente demais foi a revista do Guia do Estudante sobre atualidades para o Enem... Não consegui a primeira edição (do primeiro semestre) que tratava sobre a África, mas estou adorando a de Energia Nuclear. Obs: não trata somente sobre esses temas da capa, tem diversas outras coisas importantíssimas para quem quer se dar bem em alguma federal e argumentos construtivos para redações (digo isso em relação a matéria de analfabetismo no Brasil que li).
Vou deixar o link aqui embaixo caso alguém queira muito comprar. Dá pra adquirir as duas pela internet, no site da abril:

http://www.lojaabril.com.br/detalhes/kit-guia-do-estudante-atualidades-105744

Bem, é isso. Esses são meus sentimentos por enquanto, hahaahah :}

domingo, 5 de setembro de 2010

Das Cartas.

Finalmente consegui as cartas de Cecília Meireles e Mário de Andrade das quais citei no começo deste blog. Portanto, aqui vão:

CECÍLIA MEIRELES A MÁRIO DE ANDRADE



Rio de Janeiro, 5 de março de 1943.


Caro Mário,


Console-se de suas apoquentações de enfermo pensando que eu também aqui estou cheia de nevralgias! Embora não saiba se é consolo suficiente...

Logo que recebi seu bilhete, pensei num caminho talvez melhor que o Dip: o de “Livros de Portugal” – onde há uma gente simpática e mais eficiente. Falei logo para lá, e facilitam a remessa de seus livros junto com os da casa, talvez por um navio espanhol – está, neste momento, na Argentina.

Disse-me o sr. Souza Pinto – a quem ficará bem você agradecer – que, por você e por mim, faria isso. Mas que me mandasse já o pacote, pois estas navegações de agora são, como você sabe, imprevistas.

Quanto às rosas, Mário, não têm propriamente o meu nome, mas o de uma homônima! – é a única situação de minha vida em que “faço farol à custa alheia”! Mas dizem que são flores lindas. Já me deram mudas, que não vingaram aqui.

Fique bom e mande-me os livros com a carta anódina! Todos os votos e saudade de



Cecília.



(anódino: paliativo)







MÁRIO DE ANDRADE A CECÍLIA MEIRELES



São Paulo, 13 de março de 1943.


Cecília Meireles,


A sua confissão é uma das modéstias mais irritantemente frágeis que jamais escutei. Não houve, não há nem pode haver outra Cecília Meireles neste mundo. Parece até absurdo que você ignore um fenômeno lingüístico chamado homofonia! Imagino bem que ceciliameirelizem por aí algumas nuvens inconsistentes, mas Cecília Meireles só existe uma.

Só, capaz de abençoar a beleza e a felicidade de uma rosa. É você. Tem de ser você, não pode ser senão você.

Ora, minha amiga Cecília Meireles, completa, integral e exclusivamente Rosa Cecília Meireles, pois será que a sua modéstia errada lhe tenha escurecido tanto a psicologia a ponto de você não imaginar que eu não tivesse imaginado os casos burlescos da homofonia!!!

Mas as homofonias e os cacófatos só existem nos cérebros plácidos dos ginasianos e dos acadêmicos. Só existe uma Rosa, só existe uma Cecília, só existe uma Meireles, é a Rosa Cecília Meireles, una e trina em minha adoração afetuosíssima. A quem devo, neste momento, mais um favor.



Mário de Andrade



(burlesco: cômico)




In: MEIRELES, Cecília – Cecília e Mário, São Paulo, Ed. Nova


Fronteira, 1998.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Das sensações.

Das sensações as quais dizem a respeito do meu ser. Se vou até o último vagão e o trem não está ainda ali, quando chega vem bem depressa e eu, se estou na linha demarcatória amarela no chão, sinto o maior medo. Não é exatamente medo, mas é como uma adrenalina de o veículo em alta velocidade bater em mim e para aumentar a sensação vem um vento e põe todos meus fios de cabelo em ordem.
Gosto de sentir em dias de não muito calor, aquele solzinho fraco, mas que esquenta, na pele. Sorte que a ocorrência disso nesses dias é frequente, porque de manhã é fresco, mas a ponta daquela bola amarela gigante já alegra.
A melhor sensação, na verdade, é se sentir confortável. Aquela roupa maravilhosa em que você se sente tranquila. Em dias de frio, o blusão perfeito que cobre o "ante-cofrinho", porque se for curto, quando você dorme durante a aula ( meu caso ) fica tudo descoberto e bate vento. Em dias de calor, aquele chinelo, shorts, regata e algo para prender o cabelo. Se não tenho nada disso, realmente é um grande incômodo.
Agora pouco, gostei também de tirar o tênis e pisar com meia num tapete fofo. Gostoso no frio ver filme embaixo do cobertor.
Comer aquilo que você estava com uma vontade imensa a muito tempo.
Cinema.
Ter uma caderno novo em branco.
Acordar cedo, fazer as coisas que planejou e ouvir uma música animada.
Rir.
Tudo isso são sensações espetaculares, no geral, me definem, porque me sinto completa com elas.