terça-feira, 28 de junho de 2011

Do antes.

Melhor escrever agora antes que os sentimentos se esvaieçam, apesar de não saber distingui-los. Eu tenho muita dificuldade de lembrar do passado e facilidade em ser saudosista. Foi nesse momento então que joguei "bárbara zaghi" no google e achei um velho fotolog que fazia tempo que não lia. Achei coisas preciosas... Geralmente só me acho uma criança irritante, mas achei textos lindos que embaixo estavam assinados por mim mesma. Um potencial antes explorado e agora esquecido... Não terminei de ler tudo ainda, mas é como se uma linha do tempo passasse e estou vendo as pessoas que foram, os momentos que tivemos e ao ar foi.
Vida louca vida breve.
Até as músicas de antigamente não são as mesmas, fico espantada com meu antigo gosto alternativo e a facilidade de cantar músicas em inglês, a qual não possuo mais diante de sons brasileiros em demasia dos dias de hoje. Por exemplo, eu escutava Keane - Walnut Tree... Nem sabia que ouvia isso. Eu troquei por um Lobão, Cazuza, Falamansa e Jorge Ben, foi o que mais ouvi hoje.
Quero trazer de novo.
Eu escrevia e não pensava nas consequências, no que pensariam. Por um lado era ruim, mas por outro era o que me fazia especial, só que eu não sabia. Eu perdi tudo mundo, me culpo até hoje e por isso agora sempre me preocupo com que vão achar de mim... Foda-se em parte, não? Cadê a artista, Bárbara? Sim, sou estúpida as vezes, e aí? Não posso deixar de ser menos eu.
Gostaria de ser Bento agora. Atar as duas pontas da minha vida (o que vivi até agora, que no caso não chegou na velhice ainda); a Bárbara antes e a Bárbara agora, porque na certa um pouco das duas cairia muito bem. Queria ser a de agora a fazer coisas coerentes com as pessoas que eu amava. E nada disso volta, preciso parar de querer resgatar.
Só vou voltar com uma coisa. Colocar no final que som estou ouvindo.
Beijos.

d-.-b Keane - Walnut Tree

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