Parece que as pessoas estão cada dia mais fugazes, não procuram nada que comprometa seu individualismo, apesar de todas as lutas coletivas que se metem.
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Me sinto como uma personagem de um filme agora. Fumo um cigarro, devaneio sobre a vida e tenho um trabalho de cenografia a fazer. Beira ao clichê. Beira a uma garota francesa de tez branca chamada Isabelle. Ela gosta de desenhar e o faz bem. Ela tem um livro de Cortázar lido quase até ao final, falta poucas páginas, em Espanhol. Ela decidiu que nenhum desejo alheio mais se sobreporia aos dela, por isso escolheu estar solteira, só beijar e transar com alguns caras casualmente, mas só pra sentir um prazer egoísta entre as suas fumaças qundo se sente entediada ou quando os hormônios gritam. Ela escreve. Ela é magra. Distinta.
Caras olham quando Isabelle vai comprar seu cigarro.
Mas são só frustrações de Bárbara.
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